Será que o ótimo é mesmo inimigo do bom?

Uma frase que escuto com freqüência e que me arrepia – não é no sentido positivo – é “o ótimo é inimigo do bom”. Quando escuto já penso “ai, ai”. Vamos entender o contexto a que me refiro. Quando se tem um produto desenvolvido, pronto para estrear, mas que por perfeccionismo ou insegurança não é nunca lançado – se fica protelando, protelando, protelando – o timing passa e boas oportunidades podem ser perdidas. É que nem se diz na música: você não termina uma canção. Você desiste dela. Mas é preciso saber a hora de desistir, caso contrário, se corre o risco de estragar o que já estava bom. Neste contexto, o ótimo é inimigo do bom.

Mas, ouvir isso em um projeto que está começando, é praticamente uma sentença de que ele “dará para o gasto”. Isso me entristece, pois dá uma sensação de déja vu. Normalmente pelos prazos curtíssimos e pressão arrebentando as artérias, a opção é estrear logo e fazer as melhorias na sequencia. Mas, pode experiência, na maioria das vezes essas fases de melhorias são esquecidas e nunca acontecem. Depois que um projeto estréia, ele deixa de ser prioridade e você fica com esse produto meia boca até que o “novo” projeto aconteça.

Outras vezes, o custo para a refação e para as novas implementações é tão alto, que não compensa mexer no que já está pronto. Seria bem mais lógico modificá-lo ainda em desenvolvimento, não após a estréia.

Pela pressa, as pessoas só fazem o bom e esquecem do seu melhor. Talvez isso explique por que existem muitas empresas boas e poucas realmente ótimas.

Agora imagina se a gente não estivesse falando de um projeto e-Business, mas sim, de um projeto para construção de uma aeronave. Você chega para conversar com o engenheiro e comenta: “parece que será uma ótima aeronave”! Ele se vira e diz “o ótimo é inimigo do bom. Mas venha voar com a gente quando ela estiver pronta”. O quê??? Eu??? Nem f…

Até a próxima!

Juliana Germann

A febre dos sites de compras coletivas

Hoje em dia vivemos a febre dos sites de compras coletivas. Provavelmente se jogarmos uma pedra para cima, ela vai cair na cabeça de alguém que está desenvolvendo um site. Essa tendência começou há dois anos nos EUA e o “pai” dessa idéia foi o americano Andrew Mason, criador do Groupon. A proposta de trazer o mundo real para o virtual inverte a tendência de passar cada vez mais tempo na frente do computador. Ou seja, você vê uma oferta e vai até o local para aproveitá-la. Para as empresas que ofertam, é uma maneira de estar no mapa e atrair milhares de novos clientes.

A idéia cresceu e se multiplicou de forma exponencial. Hoje, já são mais de mil sites de compras coletivas só no Brasil, com mais de 2,5 milhões de vendas mensais e um crescimento estimado em mais de 15% ao mês. O faturamento previsto para 2011 no país deverá ser de R$ 800 milhões. E as redes sociais, lógico, são molas propulsoras desse mercado, ajudando a difundir os sites e as ofertas. Ou seja: esse é o maior fenômeno da Internet nos últimos anos.

Mas atenção: o modelo pode ser fácil de copiar, mas não de executar. As idéias podem ser maravilhosas, mas colocá-las em práticas requer o mínimo de planejamento. Não dá para pensar em montar um site como esses sem saber com propriedade qual a melhor hospedagem, segurança, política de backup e performance. Isso só para falar da infraestrutura. Imagina se o site cai enquanto uma oferta é anunciada? E isso já aconteceu com os grandes sites.

Há quem prefira estrear logo os sites, sem o devido planejamento e “trocar a asa do avião com ele em movimento”. Mas, uma hora essa bolha de sites de compras coletivas vai estourar. E terá muito avião em plena queda livre.

Para saber mais sobre o assunto, a revista exame do dia 1 de junho trouxe na capa a matéria “A febre das compras coletivas”. Vale a pena dar uma lida.

Até a próxima!

Juliana Germann

Web 2.0: ser ou não ser?

Muito se fala em web 2.0, mas nem todos sabem do que se trata. Nem todos concordam que exista uma segunda geração da web. Vamos lá: a história – ou melhor, o Wiki – diz que o termo foi usado pela primeira vez em 2004 pela empresa americana O’Reilly Media durante uma série de conferências sobre o tema. Ele serviu para designar a segunda geração de serviços e comunidades da Web, como wikis e redes sociais, e acabou se popularizando rapidamente. Ou seja, a web 2.0 não significa uma atualização “técnica” da Internet, mas sim, uma mudança radical no comportamento dos internautas, que passaram a interagir e a participar de forma ativa no ambiente virtual.

Há quem diga que o termo é uma bobagem, que é a mesma Internet, só que turbinada e que tudo não passa de uma jogada de marketing. Cá entre nós, não interessa se é 1.0, 2.0, 2.5, 3.0 ou 3.75. O importante é entender o contexto atual da web para obter sucesso com o e-Business. E, é claro, ficar antenado para onde as tendências caminham.

O fato é: no cenário atual, a internet não é mais uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas. O foco está no internauta. Antes, a comunicação era vertical, de um para todos, com as empresas e consumidores desempenhando papéis distintos na produção e no consumo. Já na web 2.0 o poder de comentar, avaliar, organizar e personalizar é delegado das empresas para os consumidores. A comunicação é horizontal, de muitos para muitos. Antes vivíamos a era da informação. Agora vivemos a era da participação. As redes sociais se tornaram ícones desta fase participativa da web e as ferramentas de busca passaram a exercer papel vital como forma de ligar interesses. Antes, bastava registrar um domínio e divulgar na mídia. Hoje é preciso fazer o site aparecer nos primeiros resultados da busca. Não adianta querer trazer todo mundo para o seu site. É preciso estar nas redes sociais de todos. O Fale Conosco já está ultrapassado. Hoje em dia vivemos o Fale com Todos. Só a informação não basta; a opinião dos internautas é que conta.

E isso só para início de conversa, ou melhor, de blog. Nos próximos artigos vamos desvendar muito mais esse maravilhoso mundo da web 2.0. Ah, e como vocês já devem ter percebido, eu sou adepta ao termo.

Até a próxima!

Juliana Germann